Primeiro na Poli

Passar no vestibular é sempre uma grande realização para todo o estudante, mais ainda em cursos tradicionais e concorridos como o de Engenharia na Escola Politécnica da USP. Não é difícil imaginar a satisfação de Pedro Montebello Milani, formado no Band em 2010, ao ver seu nome em primeiro lugar no processo seletivo da Poli. Aprovado também no ITA, o aluno cursa em São José o primeiro ano de Engenharia Aeronáutica.

Pedro já tem em seu currículo outras grandes conquistas, como os primeiros lugares na Olimpíada Paulista de Química de 2010 e na Olimpíada de Física de 2009. Durante todo seu Ensino Médio, o aluno participou de cursos extracurriculares como o MONU-EM, (Modelo de Organização das Nações Unidas para o Ensino Médio), BandFórum, curso preparatório pra Olimpíada de Matemática e Iniciação Científica, além de participar da Feira de Ciências do Band.

Depois de superar o desafio do vestibular, Pedro Milani começa a se acostumar a essa nova fase. “O curso do ITA em si já é bem exigente, e ainda preciso conciliar com o serviço militar obrigatório do primeiro ano”, conta. Em São José dos Campos, Pedro mata a saudade dos amigos e da família usando a internet e não deixa de voltar para São Paulo aos finais de semana.

Treineiro Campeão

Enfrentar um vestibular nunca e fácil. A longa duração, o nervosismo e diversos outros fatores tornam mais difícil a tarefa dos candidatos às vagas das universidades. Para conhecer melhor a prova e amenizarem esses fatores de complicação, muitos alunos decidem fazer o exame ao final do segundo ano do Ensino Médio, os chamados treineiros.

No Colégio Bandeirantes, muitos alunos decidem enfrentar a prova um ano antes de disputarem uma vaga nas carreiras almejadas e se saem muito bem nesse primeiro desafio. É o caso de Marcelo Moreno Bonassa, primeiro colocado na área das Ciências Biológicas de 2011. O aluno contou que uma das vantagens de ser treineiro é desmistificar o tão temido teste e ganhar mais confiança para o ano seguinte.

O segredo do sucesso? Dedicação. Com ótimas notas durante todo o Ensino Médio, Marcelo afirma que não se prepara especialmente para o vestibular, mas está preocupado em aproveitar ao máximo as aulas e atividades do colégio. “Eu percebi que não me faltava tanto conteúdo, e muitos exercícios que fiz em aula eram até mais difíceis”. Além disso, ressalta outras habilidades exigidas, “a prova está muito baseada na interpretação, então era possível resolver pelo menos uma parte dos exercícios que tratavam de assuntos que eu ainda não vi. Acho que não deixar nenhuma questão em branco me ajudou”.

Mais confiante depois do ótimo resultado, Marcelo Bonassa segue dedicando-se aos estudos no terceiro ano. Seu principal objetivo é estudar Direito ou Economia no exterior, mas em 2012 ele terá um novo encontro com a FUVEST, mais íntimo dessa vez.